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VAMOS NÓS TRABALHAR

VAMOS NÓS TRABALHAR

“Vamos nós trabalhar, somos servos de Deus,

Com o Mestre seguir no caminho dos céus;

Com o seu bom conselho o vigor renovar,

E fazer prontamente o que Cristo mandar!”

Júnior e eu nos conhecemos em 2000 e neste mesmo ano começamos a frequentar a Igreja de Cristo que havia sido iniciada há pouco mais de 2 anos em João Pessoa-Paraíba. Rapidamente fomos envolvidos nos trabalhos daquela igreja pequena (já que toda mão-de-obra era ouro!) e não víamos outra forma de nos sentir mais vivos, dinâmicos e motivados. Logo em seguida, a Igreja começou a atuar com a Escola da Bíblia em João Pessoa e o Júnior foi chamado para ser o secretário da instituição. O ambiente era propício na época: tínhamos muitos homens capacitados e maduros para a obra num só lugar e aquele clima de crescimento espiritual contagiava a todos nós. Nos casamos em 2004, sendo eu ainda universitária e Júnior secretário da Escola da Bíblia.

Posteriormente, fomos convidados a participar da primeira turma do SEARA (Servos Enviados para Anunciar o Reino de Amor), um projeto local que visava despertar e capacitar membros da congregação para o trabalho evangelístico – tínhamos as aulas de teologia e a prática com as viagens pela Paraíba e interior de Pernambuco para conhecer e apoiar as igrejas. Uma verdadeira maratona de crescimento e aprendizado! Foi nessa época que o amor por missões começou.

Não foi muito fácil me submeter à vontade de Deus, enquanto Ele encaminhava o Júnior para o trabalho evangelístico em tempo integral, pois nunca sonhei em ser esposa de evangelista, mas cansei de espernear, aceitando e me engajando no trabalho. Neste processo acabei sentindo que tinha que ser mais madura, mais forte, mais espiritual, mais disponível para servir todo o tempo em todo lugar. E sofri pois infligi um peso em meus ombros…  Sofri porque, neste trabalho, também há dias difíceis, cansativos, em que sentia desmotivação e sobrecarga.

Você já sentiu que o peso do mundo está sobre suas costas?
Já fez algum trabalho na congregação e se decepcionou com a ajuda que NÃO recebeu?
Já apontou algum irmão como acomodado? Ou preguiçoso?
Já pensou que você não é qualificado para nada na igreja?
Não é difícil que essas coisas brotem no coração de quem trabalha com a Igreja… embora seja até embaraçoso falar sobre esse assunto.

SOBRECARGA: Quando acumulamos funções, tarefas, planos, atividades – mesmo que a intenção seja trabalhar para ver o Reino crescer – é provável que nos sentiremos sobrecarregados! As atividades em si não são a raiz do problema, porque é fato que a Igreja Não é feita para desocupados. A igreja nos chama para sermos atuantes!

O problema é o que as atividades podem fazer brotar em nosso coração.

 “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jr 17:9)

                         Diante disto, Qual a medida saudável para o trabalho na igreja?

Claro que não tem uma medida para isso. Pois somos membros. Há uma medida de trabalho para o pulmão? Há uma quantidade de horas para o olho enxergar? E o ouvido… como saber se ele já trabalhou o suficiente? Mas, é fato que os membros precisam trabalhar juntos, com o propósito único de sustentar o corpo vivo, saudável e ajustado. Quando algum membro não está saudável, sobrecarrega outros e, consequentemente, todo o corpo sofre.

Também não existe um membro mais importante do que outro. Pois, falando de Cristo, que é Perfeito, estamos nos referindo a um plano de atuação de um Corpo Perfeito.

Deste modo, é importante que CADA cristão examine o seu próprio coração, procurando intenções, sentimentos e atitudes pecaminosas, que atrapalham a sua atuação no Corpo, sufoca os dons que o Senhor os confiou e adoecem a vida espiritual.

O que devemos extinguir do nosso coração?  

Sentimento de superioridade ou de inferioridade;
(Romanos 12:3) Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.
Egoísmo; Inveja; Sentimento faccioso;
(Gálatas 5:14-15) Toda a lei se resume num só mandamento: “Ame o seu próximo como a si mesmo”.  Mas se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente.
(Gálatas 5:26) Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.
Conclusão:

“No labor, com fervor, a servir a Jesus,

Com esperança e fé e com oração,

Até que volte o Redentor.”

É indiscutível que existe muito trabalho a ser feito enquanto estamos neste mundo. Este trabalho não se resume a uma tarefa específica em dias de culto, ou reuniões da igreja. O cristão é chamado para atuar todos os dias, em todo lugar que estiver, atento para exercer misericórdia, ser benevolente, honesto, hospitaleiro, cooperador no trabalho missionário… e não há limites para praticar o amor atuante que Jesus nos ensinou.

Se atentarmos para as oportunidades de servir, se priorizarmos o ‘dar’ e não o ‘receber’, não teremos cristãos sobrecarregados com o serviço, nem outros inertes esperando serem servidos. Se trabalharmos pelo amor ao Reino, e por sermos impelidos a compartilhar o amor que nos alcançou, colheremos edificação, crescimento, unidade e ânimo… juntos até Jesus voltar!

Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.  Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função. (Efésios 4:15-16)

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