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Santidade Para Além da Virgindade

Santidade Para Além da Virgindade

Título sugestivo, porém o propósito do presente texto faz jus a ele. No último final de semana estive em um acampamento cristão com a igreja em Curitiba com o tema: O Cristão e a Cultura Pós-Moderna. Uma das aulas, ministrada por Séfora Barros tratou sobre Sexualidade e a Pós-Modernidade. Faz-se urgente e necessário falar sobre esse assunto, deixar de ser tabu na igreja. Você não encontrará aqui um manual para seguir e ir marcando o que já fez ou não, e por fim medir seu grau de pecador ou santo. Essa é uma conversa aberta com quem tem desejos sexuais (puxa! todo mundo???!) e entende que Cristo deve ser Senhor também nessa área de sua vida.

Antes de qualquer coisa, eu quero que você tenha em mente que vida cristã e santidade não são um conjunto de regras, definitivamente! O estilo de vida que imita Jesus é fruto de um coração que foi regenerado e está sendo dia a dia transformado pelo Espírito e pela Palavra viva de Deus. Em Cristo, não funciona atitudes com propósitos errados pois servimos Aquele que conhece o nosso coração mais do que nós mesmos (Rm 8:27)

Primeiro conceito a se desmitificar: Ser virgem não torna ninguém santo. Santo é aquele que foi justificado pelo sangue de Jesus. (1 Co 1:2).

Virgindade não é selo de garantia de santidade, assim como libertinagem nada tem haver com a liberdade cristã.

Não ser virgem não é o principal problema, o principal problema é o coração caído e a vida sexual ativa fora do casamento é um reflexo disso! E quando falo de vida sexual ativa não me refiro apenas ao ato sexual, conjunção carnal. Jesus disse que os olhos são a lâmpada do corpo. São os olhos que param para apreciar a nudez, as conversas indecentes, a pornografia, os ”nudes”. São os olhos que buscam a aprovação, os likes, por meio de fotos sensuais. São os olhos que olham para o outro e não veem um ser humano criado por Deus, mas alguém para satisfazer meus desejos, o qual posso apenas ficar. Opa, quis dizer usar.

Nós não somos máquinas, somos seres pensantes criados por Deus com a capacidade de escolha e discernimento. Não devemos fazer a vontade dEle por medo ou culpa. A grande questão aqui é o lado de dentro e o propósito das ações do lado de fora. Deus conhece nosso coração mais do que qualquer pessoa. E sabe que o coração é mais enganoso do que todas as coisas (Jr 17:9,10).

Por que você acha que a Bíblia é tão clara quanto a imoralidade quando foi o próprio Deus que nos criou com desejos sexuais e o próprio sexo? Deus deu a maçã em nossa mão e não nos permite comer? Que irônico, você pensa? Irônico é a maçã que deveria estar na árvore (casamento), amadurecendo, estar na sua mão!

E eu sei que muitos são os casos dos que tiveram um encontro com Cristo depois de longas e vastas experiências sem Ele, as quais incluíram uma vida sexual ativa. A Bíblia também relata que muitos dos primeiros cristãos tinham vivido isso. (1 Pe 4:3). Há quem por situações que fogem do seu controle tiveram sua sexualidade despertada precocemente. Mas ânimo: agora é uma vida nova em Cristo! (1 Co 5:17) e esse fardo não você não deve carregar. Liberte-se da culpa se você já foi justificado por Cristo!

Eu convido você, jovem cristão, que quer viver uma vida que agrada a Deus:

entregue a Deus o seu outro deus: romance, sensualidade, imoralidade, para que também essa área da sua vida possa refletir a Sua graça.

Que essa área seja santificada de dentro para fora. Dentro é essencial, fora é reflexo. Ame o outro. Não o use para sua satisfação! Isso não é amor, é egoísmo, hedonismo e pecado. Falando em pecado, se esse é o seu, você não está sozinho, confesse a Deus e permita-o ser transformado a semelhança de Jesus (1 João 1:5-10) e aprenda a ver a si mesmo e aos outros com pureza e graça.

About The Author

Débora Amaro

Débora tem 20 anos, natural de Fortaleza/CE, atualmente mora em Campo Grande/MS onde estuda Teologia pela SerCris e é acadêmica de Pedagogia. Teve seu primeiro livro de poesia publicado em 2017. Trabalha com famílias e crianças sobreviventes da violência e exploração sexual pelo Projeto Nova.

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