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Sabedoria – Vencendo Onde a Guerra é Ineficaz

Sabedoria – Vencendo Onde a Guerra é Ineficaz

“Porque melhor é a sabedoria do que joias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela.” – Provérbios 8:11

Certa vez, o supermercado perto de casa divulgou a promoção de um leite a um preço bem inferior, cerca de 20% menor do praticado normalmente. Eu pensei: “Que bom! Vou comprar logo 3 caixas, para o mês.”.
Fui ao mercado, comprei somente o leite (sempre compro exatamente aquilo que planejei, nada mais). Ao passar no caixa fui avisado: “Cada cliente pode levar somente uma caixa de leite. Está escrito no cartaz próximo do produto”.
Isto já tinha acontecido outras vezes e minha reação sempre foi fechar a cara e falar num tom bem firme: “Eu tenho direito, posso levar até todo o leite do mercado se eu quiser, a lei me garante”. Nas outras vezes me dirigira ao gerente com estas palavras e ele, analisando, sempre permitia. Só que, desta vez, o gerente não estava (um senhor já experiente), mas seu substituto, um jovem com menos de 30 anos. Ele foi logo me dizendo: “São normas do mercado e não abro mão.”. Eu respondi: “São normas ilegais”. Ele respondeu: “Isto é com a gerência”. Eu retruquei: “Vou buscar meus direitos”. Ele devolveu: “pode ir”. E eu disse: “Na segunda-feira estarei no Procon”. O jovem subgerente disse: “Fique à vontade, pode ir!”.
Saí do mercado louco da vida, com vontade de dar uma surra naquele jovem arrogante. Não levei sequer uma caixa do produto. Na segunda-feira, fui direito ao Procon, além de mandar uma mensagem para o órgão. Já estava imaginando chegar no mercado com uma carta do órgão de defesa do consumidor.
Mas, qual foi a minha surpresa quando, tanto pessoalmente como por e-mail, fui informando que, no caso de produtos em promoção, os comerciantes podem limitar a quantidade para os consumidores, até para evitar que outros comprem para revender. Fazer o que? Engoli em seco.
Na outra vez em que a mesma promoção acontecia naquele mercado, fui novamente ao mercado e desta vez o gerente estava lá e fui falar com ele (com mais humildade), esclarecendo da minha necessidade de adquirir as 3 caixas de leite, explicando que em casa eu tinha “um bezerrinho”. O gerente disse: “pode levar” e comprei o que eu queria.
Aquele episódio me fez lembrar o quanto faltou sabedoria da minha parte e da parte daquele subgerente. Talvez se eu tivesse falado com ele com mais tranquilidade, ele até tivesse permitido a compra. Por outro lado, bastava um pouco de inteligência para aquele jovem perceber que eu não iria comercializar 3 caixas de leite e que regras devem ser observadas com sabedoria e não truculência.
Quantas e quantas vezes uma palavra educada, com jeito e sabedoria, abrem portas que a grosseria, a gritaria, a soberba e o orgulho não abrem. Também quantas e quantas vezes já fui confrontado com uma resposta polida para uma observação ou comentário mal educados meus e sai envergonhado daquela minha atitude.
Graças a Deus, Ele continua me ensinando todos os dias, através da Sua Palavra, de Seu Espírito Santo, de irmãos maduros e até mesmo de pessoas enviadas por Ele para me instruir a ser sábio e maduro e refletir o que Deus deseja de mim nas palavras do apóstolo Paulo: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desistir das coisas próprias de menino.” – 1 Coríntios 13:11.
Sim, os anos vividos devem nos encher de maturidade, especialmente para aprendermos a lidar melhor com o próximo. A experiência deve nos trazer a sabedoria, tão essencial e poderosa para abrir portas que a força e a truculência são impotentes. Até mesmo a porta do coração duro de pessoas que não querem seguir o evangelho de Jesus. Assim precisa agir um discípulo fiel do Senhor Jesus. Que assim seja!

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