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O Primeiro Amor

O Primeiro Amor

“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras…” – Apocalipse 2:4-5

Há uma relação estreita entre Jesus e Sua igreja. A Bíblia utiliza vários títulos para falar de Jesus quando se refere a Ele e o seu povo: Senhor, cabeça, noivo, entre outros.
Na primeira carta de Pedro, capítulos 2:25 e 5:4 o apóstolo cita três termos pouco vistos nas Escrituras: Bispo, Pastor e Supremo Pastor. O que a Palavra de Deus quer dizer quando mostra Jesus através destas palavras?

Bispo – dá a ideia de supervisor, aquele que fiscaliza, que verifica. Assim, Jesus é o Guia de sua igreja e, quando necessário, a repreende e corrige (Apocalipse 3:19).

Pastor – neste caso, é aquele que cuida, que vai atrás, que protege. O exemplo clássico é mostrado em Lucas 15:3-7, quando o pastor deixa as suas 99 ovelhas e vai atrás daquela que se perdeu.

Supremo Pastor – Jesus e o Pastor dos pastores, aquele que conhece os seus.

No texto acima, Jesus age como Bispo e também Pastor. Ele se comporta como Bispo quando diz que anda entre as igrejas, as tem em suas mãos e conhece as suas obras, bem como seus erros.
Ditando sua carta à igreja na cidade de Éfeso, o Senhor elogia bastante a igreja: sua perseverança, seu amor à doutrina, seu zelo pelo Senhor, entre outras.
No entanto, aquela igreja tinha um problema: abandonara o seu primeiro amor. O que é isto?
Entre outras coisas é o fervo, o entusiasmo, a alegria de servir a Jesus e Sua igreja, fazendo de uma forma mecânica. Também pode ser um serviço com segundas intenções (elogios humanos e domínio, entre outros), ou mesmo servir dando a Jesus o resto, as sobras, como faziam os ofertantes ricos em contraste com a viúva pobre, que apesar de dar duas moedas, dera tudo o que tinha (Marcos 12:41-44). Chama a atenção o fato de Jesus nos considerar como servos inúteis, quando fazemos apenas o necessário (Lucas 17:10).
E nós? Como anda o nosso serviço? Servimos a Jesus e Sua igreja com alegria ou como obrigação? Damos ao Senhor o melhor do que temos, o nosso 10, ou o mínimo? Aquele amor que tínhamos quando fomos batizados continua sendo o mesmo? Aquela mesma alegria de compartilhar o evangelho, de estar presente nos cultos, de visitar um irmão, de fazer com entusiasmo e dedicação continuam?
Seja qual for nossa resposta, Deus pode trabalhar muito na nossa vida. Se mantemos o primeiro amor, ele pode fazer em nós muito mais (Efésios 3:20).
Se não, é hora de nos arrepender e voltar a possui-lo. Amém!

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