É Para Nós

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Aos Hebreus, é uma identificação clara dentro da carta. Não sabemos nada sobre a identidade do autor, a não ser o que o conteúdo nos revela e o nosso orgulho teológico nos diz. Aplicamos este livro a nós que estamos crescendo e dentro do corpo há algum tempo já. Tempo suficiente para sermos mestres.

A intenção daquele autor foi exortar e conscientizar a irmandade sobre a necessidade de crescimento individual. Nas palavras do livro aprendemos o perigo da negligência: “como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.” (Hb 2:3-4), que podemos confiar em Jesus: “Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados… Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 2:18; 4:16), aprendemos ainda o perigo da incredulidade e desobediência: “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo” (Hb 3:12) e a entrada no descanso pela fé (Hb 4:1-13) e muitas outras aplicações poderiam ser feitas.

Agora precisamos praticar mais em nossas vidas o que aprendemos e vamos aprender sempre neste livro. Nossa situação é mais séria do que se estivéssemos no Velho Testamento. Porque estamos na reta final para encontrar com Deus. Aprendemos ainda sobre o perigo da falta de progresso: Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hb 5:12-14), sobre os perigos espirituais: “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.” (Hb 6:4-6) e sobre a suma importância da freqüência ao culto: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10:25), sendo que o culto é o último recurso que temos. Nesta série de estudos, não deixaremos de ver os vários exemplos de fé: “Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho” (Hb 11:2).

Entendemos que a presente exortação é aplicada para nós também que precisamos desenvolver a nossa fé e fortificar o corpo de Cristo. Nas provações, aprendemos perseverança: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb 12:2); o livro de Hebreus é para o nosso ânimo e santificação, pois agora o castigo ao qual seremos submetidos será pior: “Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem, divinamente, os advertia sobre a terra, muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte, aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu.” (Hb 12:25, 26). Aprendemos sobre as atividades espirituais: o amor fraternal, a praticar a hospitalidade, lembrar dos que sofrem, ser fiéis a primeira instituição divina (o casamento), e afirmar a nossa fé. Hebreus nos ajuda também a aprender que temos deveres espirituais e direção para crescer: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros” (Hb 13:17).

Precisamos entender que a nossa situação hoje não é mais cômoda do que no passado e, sim, muito mais crítica. Quem rejeitava o VT era castigado, agora, o castigo é muito pior: “Quem rejeitava a Lei de Moisés morria sem misericórdia pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Quão mais severo castigo, julgam vocês, merece aquele que pisou aos pés o Filho de Deus, profanou o sangue da aliança pelo qual ele foi santificado, e insultou o Espírito da graça? Pois conhecemos aquele que disse: “A mim pertence a vingança; eu retribuirei”; e outra vez: “O Senhor julgará o seu povo”. Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo!” (Hb 10: 28-31 – VFL). Agora é a reta final…

Isso nos leva a uma conclusão: “…devemos correr desatando-nos de tudo o que nos atrapalha, o pecado que nos amarra, e vamos correr com perseverança a corrida que está à nossa frente” (Hb 12:1)

Acompanhe esta viagem panorâmica pela palavra de Deus.