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Discussões Políticas na Igreja (Parte 2)

Discussões Políticas na Igreja (Parte 2)

Nesta série de artigos você tem um pensamento sobre nosso comportamento em face ao nosso cenário político. Se você chegou neste artigo, sugerimos que você leia o artigo anterior para poder acompanhar o raciocínio. CLIQUE AQUI E CONFIRA O 1º ARTIGO.
Não Entre em Discussões
Ninguém nunca ganha uma discussão. Se você já entrou numa discussão você sabe quais são as regras. Cada um defende o seu ponto de vista com todos os recursos possíveis e inimagináveis; os que estão dispostos a discutir, estão prontos para apelar para qualquer recurso. É como aquele pseudo-esporte chamado ‘vale tudo’ ou UFC (talvez você discorde de mim nisso também). Uma discussão é assim, não tem regras, ‘vale tudo’. Muitas vezes os argumentos são emocionais e não necessariamente racionais. A verdade pouco importa quando eu fico nervoso. O que você pode esperar de uma atitude emocional proveniente de uma discussão? Discussões emocionais dão vazão aos crimes passionais onde assassina-se, em primeiro lugar, a razão, depois a verdade e como último recurso a pessoa a quem deveríamos amar incondicionalmente. Mesmo que seja um assassinato emocional ou espiritual.
Uma discussão sobre política pode ser um homicídio espiritual também, mas não deixa de ser um suicídio ao mesmo tempo. Quem ganha, fecha o coração do outro com o último argumento. Alguns recursos de uma ‘discussão vale-tudo’ são irritações, gritos, ironias, deboches, gargalhadas, mentiras, etc. Uma pessoa que grita, debocha ou dá gargalhadas numa discussão, mesmo que esteja com a razão e com a verdade, acaba perdendo a razão e colocando a verdade em descrédito.
Numa discussão há apenas dois lados: ataque e defesa. Se já entraram numa discussão, nenhum lado está certo. Ou você está no ataque ou está na defesa. O resultado imediato numa discussão é a criação de uma defesa ao ataque, muitas vezes uma defesa intransponível, mesmo se atacada com a verdade. A verdade fica encoberta pelo comportamento errado de se entrar numa discussão.
Numa discussão os dois lados saem perdendo. Ninguém sai ganhando. Nosso ego e orgulho terão uma história vantajosa para contar mas o reino terá uma ou duas almas a menos. Onde está, numa discussão, a mansidão, o temor e a boa consciência, segundo o ensinamento dado por Pedro para quem quer proclamar as virtudes de Deus?
Ao contrário de entrar em discussões, precisamos criar um relacionamento. Relacionamento é uma ponte construída pelo tempo que garante a entrada de Deus através de você no coração das pessoas.
“Meu candidato é Jesus, meu partido é a igreja, minha ideologia é o evangelho, meu mundo não é aqui.”
Mesmo na nossa vida social e civil no comportamento em relação à política, o apóstolo Pedro ensina que a igreja não é uma anarquia ou um partido político contra o governo. Então seja rei, presidente, governador, prefeito, vereador, policiais ou mesmo diretores, professores nas escolas; devemos nos sujeitar a toda instituição humana, por respeito a Jesus. Isto é comportamento exemplar!
Falando em comportamento exemplar, Jesus é nosso exemplo. Veja como Ele agiu pregando o evangelho, sim, o evangelho e não uma reação ou ideologia política passageira:
“[…] Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disso em oculto. Por que me interrogas, pergunta aos que ouviram o que lhes falei; bem sabem eles o que eu disse.” (Jo 18:19-21)
Jesus não entrava numa discussão, antes Ele preferia ir embora, se retirar (Mc 8:11-13). Mesmo que para Jesus fosse uma questão de fé, já eles, os fariseus, transformaram a fé em política e a pregação da verdade ameaçava o cargo político deles e isto os fez querer matar Jesus (Jo 11:48). Quem se envolve com política ou com políticos pode ser tentado a matar Jesus. Lembra de Judas? Com isto não estou dizendo que política é pecado, mas é a tentação. Gostaria até que tivéssemos mais pessoas comprovadamente honestas na política, mas…
O apóstolo Paulo teve o mesmo comportamento que Jesus (Atos 24:12). Nós também devemos ter este comportamento. O mesmo apóstolo Paulo escreveu para Tito sobre este assunto:
“Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis. Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez, pois sabes que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada” (Tito 3:9-11)
Notei que discussão não funciona nem com o meu filho ainda quando era criança. Se dou espaço para uma discussão, logo ele vai tornar-se desrespeitoso ou até debochado. Se nos envolvemos numa discussão com nossos filhos estamos ensinando um mal comportamento para eles. Logo eles não vão mais dar ouvidos a nós depois a Deus. Terão argumentos que, mesmo não sendo a verdade, se convencerão de que estão certos.
A Bíblia nos ensina a sabedoria, vamos tomar uma decisão de procedimento sábio no relacionamento. Então, ao invés de discutir, veja o que diz a sabedoria de Deus: “Se o homem sábio discute com o insensato, quer este se encolerize, quer se ria, não haverá fim” (Pv 29:9). Só num momento de insensatez o sábio entraria numa discussão que não tem fim. Sabedoria é não entrar numa discussão.
Confira a 3º parte deste artigo
 

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