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Contentamento Descontente

Contentamento Descontente

Ao circular por uma grande loja de brinquedos com minhas filhas, me deparei com uma cena bem curiosa: um casal e uma menina de uns 5 anos faziam um certo movimento na loja com outros vendedores, procurando trocar um presente que a filha havia ganhado de aniversário. A menina mostrava a boneca numa caixa grande, que na loja custava R$ 399,00. O intuito seria trocar por outra, que, a grosso modo era igualzinha, com dois acessórios a mais (uma toalha e um ‘penico’) e custava R$ 560,00. Os pais pagariam a diferença pelo mimo.
A negociação em si não seria o curioso, já que cada um é livre para usufruir do que ganha. Mas, o que me chamou atenção foi como aquela menina demonstrava que não estava satisfeita com o presente e como tinha argumentos para desejar ardentemente a outra boneca (igualzinha). Não sei se é problema racionalizar demais, mas fico inquieta nessas lojas e faço minhas filhas pensarem se um ‘penico’ e uma toalha valeriam 161 reais, como também sobre o que faríamos com aquele dinheiro “extra”.
A cena me fez pensar em como o contentamento é assunto delicado. O mundo alimenta a satisfação pessoal, o querer mais e mais, a busca pela felicidade, até acharmos quase impossível nos satisfazermos com qualquer coisa. Mas, essa falta não é algo dessa geração. A Bíblia aborda essa questão dizendo no livro de Hebreus 13.5 … contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei”.
A Palavra de Deus mostra que o Deus vivo é suficiente para as nossas necessidades e anseios. Somente a presença de Deus pode aquietar nossa sensação de “quase satisfeito”, pois, tratando de satisfação não existe o quase, ou é satisfeito, ou insatisfeito.
Posso até estar segura de que não sou apegada ao dinheiro, o que não me livra do descontentamento. Quando justifico não estar satisfeita com o casamento, argumento: “meu marido é um homem de Deus, mas…”; quero filhos, mas reclamo das noites mal dormidas e da bagunça da casa; quero um emprego, mas estou sempre enfatizando como me desgasto; quero um carro, mas nunca dirijo sem reclamar do trânsito; sem falar na nossa aparência física, na casa, na família cristã… tudo têm algo que ‘falta’.

De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos. (1Tm 6:6-8)

O contentamento não consiste em ter o que se quer, mas estar satisfeito com o que se tem. Parece difícil mesmo estarmos contentes simplesmente com comida e vestimenta, já que temos tantas necessidades nesse mundo moderno! Porém, esse chamado não é para os que são do mundo, mas para aqueles que esperam a morada eterna.

Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma. (1Pe 2:11)
Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória. (Col 3:1-4)

Se Cristo é a nossa vida, então já temos muito mais do que pensamos ou merecemos. Que a nossa vida seja uma eterna expressão de gratidão a Deus! 
 

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