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A Palavra de Deus é Alimento Essencial

A Palavra de Deus é Alimento Essencial

Sou apaixonada por leitura. Quando adolescente, costumava ler tudo – de rótulos de azeite, ketchup, bulas de remédio até lista telefônica (faz tempo, né?). Nem uma obra como “O Tempo e o Vento” me intimidava. Hoje em dia, com três crianças, minha paixão por livros tem se concentrado em dezenas de livrinhos cheios de figuras e mensagens simples, no intuito de despertar nelas o prazer em ler. E, de acordo com meus cálculos, ainda terei mais uns dez anos à frente para poder voltar a me concentrar novamente à literatura densa que me apraz.
Porém, na contramão disto, confesso que tenho dificuldade em manter-me disciplinada e focada na leitura e meditação da Bíblia. Mesmo que eu utilize diários de oração e cadernos devocionais, essas ferramentas me ajudam por um período, mas preciso estar em constante renovação das estratégias para manter a minha alimentação diária da Palavra de Deus.
Poderia até usar a desculpa das ocupações do dia-a-dia, pois realmente as tenho de sobra, mas, não seria uma verdade, pois sei bem que o motivo da indisciplina é que nenhum livro penetra a minha alma e confronta o meu ser como a Palavra de Deus impressa na Bíblia. A indisciplina não consiste no uso errado de ferramentas, é algo mais profundo, residente no fato de que a minha natureza pecadora não deseja sair da zona confortável do “fazer as coisas do meu jeito”.
Pois sei que crescer dói! Amadurecer traz consigo responsabilidades com o Reino e exige de mim um testemunho cada vez mais efetivo!

Não me deixes seguir o caminho errado; com a tua bondade, ensina-me a tua lei. (Salmos 119:29)

A meditação na Palavra me exorta a ser humilde, misericordiosa, questiona se minha fé é viva ou morta, me conduz a ser sal e luz, exige que eu exerça o perdão de maneira infinita. Quando leio sobre a fé de Abraão, a confiança de Daniel, a coragem de Davi e Ester, a intrepidez dos cristãos primitivos e enxergo os relatos de humildade e obediência do próprio Jesus Cristo, fico envergonhada comigo, pois enxergo que não tenho me esforçado o suficiente para ser mais como Cristo e menos como eu.

Abre os meus olhos para que eu possa ver as verdades maravilhosas da tua lei. (Salmos 119:18)

Mas, confiando no Senhor, decido que a vergonha deve dar lugar ao clamor. Assim, o meu clamor neste momento consiste em pedir humildemente que o Espírito Santo penetre o meu coração e renove a minha coragem para ser exortada, confrontada, lapidada e transformada através da leitura e obediência à Palavra pura e santa.

As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me entendimento para aprender os teus mandamentos. (Salmos 119:73)

Meu coração clama para que o Espírito do Senhor opere nos meus anseios e me transforme numa pessoa cada vez mais desejosa pelos entendimentos dos planos de Deus para minha vida e meu papel na Sua Igreja.
Senhor, quando a natureza de pecado tiver me dobrando para a vanglória, a gritaria, os maus desejos, a intemperança, a fofoca, o orgulho, peço que o Teu Espírito me incline para os Teus desígnios. Faça com que meu coração e minha mente estejam sedentos pelas coisas do alto, com aquilo que me direcione aos Teus caminhos, ó Pai!
Humildemente te peço, pois reconheço que os bons desejos e a pura motivação somente podem nascer do coração do Santo Senhor!
Amém!

A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho. (Salmos 119:105)

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