Tecnologia e Santidade

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Hoje quase todo mundo tem um celular. Até algumas crianças têm celular. Talvez tenham um tablet, computador no quarto, videogame, televisão, etc. Os pais de hoje estão muito preocupado em dar para os filhos tudo aquilo que não existia e não tiveram na infância. Quanta falta fez? Nenhuma! A gente deveria é se preocupar em dar tudo aquilo de bom que tivemos. As crianças da minha geração eram mais educadas, mais alegres, mais sociáveis, mais felizes…

A tecnologia atual não deixa de ser uma bênção, mas nem tudo o que é bom a gente usa como uma bênção. Pense no seu corpo, no dinheiro que ganha, etc. A tecnologia cria o costume nas pessoas de aproximar todos os que estão longe e afastar todos os que estão perto. As redes sociais, frutos das tecnologia, nos deram vozes, mas nem todo mundo deveria falar nelas. Não por causa dos inúmeros erros de Português que encontramos, mas por causa das suas opiniões infundadas, sem profundidade e que serão usadas contra os seus autores por Deus no dia do juízo.

“Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração. O homem bom, do seu bom tesouro, tira coisas boas, e o homem mau, do seu mau tesouro, tira coisas más. Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado”. (Mateus 12:34-37)

E se alguém tivesse acesso aos arquivos do seu computador ou do seu celular. O que encontraria? O que você esconde? Imagine acesso total do seu celular ou computador nas mãos de uma criança, do seu filho ou filha. O que você esconde? Você sabe, mas não é demais repetir: Deus tem acesso total ao seu computador e celular…

A Bíblia de hoje está no celular. Usamos o celular para nos santificar e para nos contaminar. Cabe aqui o mesmo pensamento de Tiago quando falava sobre a língua:

“Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte? Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce.” (Tiago 3:10-12)

Poderíamos até mesmo parafrasear colocando no lugar da língua a tecnologia. Vamos pegar o celular como exemplo: “Do mesmo celular procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso pode sair do mesmo acesso coisas boas e ruins?”. Bem, pode, mas não deve. O mesmo celular ou computador que é usado para consultar passagens bíblicas, ler artigos do Portal da igreja, assistir ao programa ao vivo nas quintas, conversar com uma pessoa que amamos muito que está distante ou até que está dentro e casa ou do nosso lado, como fazem os jovens, este mesmo celular ou computador é usado para ofender alguém, fazer fofocas ou até mesmo para ver pornografia. Meus irmãos, não pode ser assim!

O irmão John Reese que trabalha na Escola Bíblica Mundial esteve no Enoc 2017 e falou que Deus permitiu ao homem criar a Internet para a glória Dele. Podemos evangelizar milhões de pessoas pela Internet como faz a EBM. Podemos compartilhar informações com os irmãos, unir as congregações, fazer um programa ao vivo, ter comunhão, enviar uma mensagem de amor, etc. E vamos usar toda essa bênção com coisas inapropriadas?

Antes de pensar nas crianças e as restrições que elas precisam, precisamos pensar em nós. Se não é bom para uma criança, não é bom para aqueles que foram chamados para nascerem de novo e serem como crianças. Sim, isto mesmo, eu e você! Se é inadequado para as crianças e jovens, é inadequado para eu também. Este deve ser o pensamento. Isto, vamos cuidar dos nossos pensamentos primeiro e vamos ser o exemplo:

“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” (Filipenses 4:8)

Nós pais devemos ter critério e cuidado para dar tecnologia nas mãos das crianças e jovens. Dar tecnologia nas mãos das crianças é dar poder a quem não sabe administrar bem isso. Muitas vezes significa tirar a infância, pureza e simplicidade precocemente. As crianças devem aprender, primeiro, a serem respeitosas, educadas, obedientes do que intretê-las com tecnologia para nos deixar em paz. Tecnologia não deve ser um produto de barganha para obedecer ou de chantagem por parte dos pais. Deus nos deu filhos como bênção. O que vamos fazer com os talentos que nos foram entregues? Ele certamente vai cobrar de todos nós.

Tecnologia pode, sim, combinar com santidade, mas, infelizmente, pode facilitar o acesso ao pecado também e esta segunda opção é a mais fácil. A tecnologia em si é neutra, isto é, ela não faz bem nem sequer o mal. Quem faz o bem ou o mal somos nós. Se nós nos esforçarmos por fazer o bem, este será o conteúdo dos nossos dispositivos. Se nós plantarmos a semente do mal em nossos corações, então tudo em que tocamos se contamina. O pecado é tão pernicioso que contamina até mesmo a roupa (Jd 1:23). Com ou sem tecnologia o que não pode faltar em nossas vidas é santidade. Tecnologia para as nossas vidas não é da vontade de Deus e não nos facilitará a entrada nos céus. Tecnologia pode faltar. Já santidade é o que nos dá poder para ver a Deus. Tecnologia pode nos cegar e nos afastar de Deus.

“Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14)

A mensagem que ouvimos desde o princípio é para que sejamos santos como Deus é Santo e não para sermos conectados como Deus é conectado (1 Pe 1:16). Se a tecnologia está atrapalhando o seu relacionamento com a vida eterna, livre-se dela. Jesus diria que é melhor jogar o computador, celular, videogame fora do que não ir para o céu, afinal, você não vai para o céu levando nada disso mesmo.

“Ai do mundo, por causa das coisas que fazem tropeçar! É inevitável que tais coisas aconteçam, mas ai daquele por meio de quem elas acontecem! Se a sua mão ou o seu pé o fizerem tropeçar, corte-os e jogue-os fora. É melhor entrar na vida mutilado ou aleijado do que, tendo as duas mãos ou os dois pés, ser lançado no fogo eterno. E se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no fogo do inferno” (Mateus 18:7-9)