Qual o Tamanho da Sua Frigideira?

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Havia uma mulher que todas as vezes que fritava um peixe, ela cortava a cabeça e o rabo do animal. Com o passar do tempo, o marido, intrigado com aquela perda substancial, perguntou a ela: “Querida, por que você sempre corta a cabeça e o rabo do peixe antes de fritá-lo?” Ela respondeu: “É porque minha mãe sempre fez assim”. Então ele foi perguntar para a sogra por que ela cortava a cabeça e o rabo do peixe antes de fritá-lo. A resposta foi exatamente a mesma: “É porque a minha mãe sempre fez assim”. Então o marido, inconformado, foi perguntar para a avó da esposa por que ela cortava a cabeça e o rabo do peixe antes de fritá-lo. A resposta foi esta: “Meu filho, é que naquele tempo, só tínhamos uma frigideira, que era muito pequena. Como o peixe sempre era bem maior do que a frigideira, eu cortava a cabeça e o rabo para poder fritá-lo”.

Essa é uma estória de tradição de uma família, um costume, que a para o marido, a esposa deixar de fritar a cabeça e o rabo do peixe, era um grande desperdício, ela desprezava as partes porque assim também fazia sua mãe, aprendeu com ela, e quando o marido questionou; só disse que fazia igual a mãe, mas sem saber o porquê. Se pensarmos em histórias de tradições e costumes de família em termos de religião, certamente conhecemos e vamos até lembrar de algumas dentre milhares que fazem questão de manterem suas tradições e costumes e não abrem mão delas e se perguntarmos a uma delas porque ela segue e pratica determinada religião, normalmente a resposta será: sigo essa religião porque meus pais, meus avós, meus bisavôs sempre pertenceram a ela, sou de uma família tradicional a essa religião. Nasci nela e vou morrer nela, assim como meus antepassados. Ou seja; as pessoas vivem dessa forma de geração em geração, simplesmente porque os familiares a praticam e nem se quer nunca os questionaram, nunca procuraram saber onde é que está fundamentada suas crenças e práticas religiosas. Os filhos têm seus pais como uma fonte de verdade e confiam que o que fazem sempre é o melhor para a família, a Bíblia ensina sim que devemos obedecer e respeitar nossos pais, mas ensina que é em Deus e conforme seus ensinamentos.

“Filhos, obedeçam a seus pais “no Senhor”, pois isso é justo.” (Efésios 6:1)

Mas também ensina que não podemos confiar totalmente em homens ao ponto de deixar de obedecer a Deus.

“Assim diz o Senhor: Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor.” (Jeremias 17:5)

E confiar nas pessoas quando o assunto é religião, pode ser perigoso! É preciso ter muito cuidado! Pois ao invés de nos aproximar; podem nos afastar da presença de Deus.

Para algumas pessoas pode ser ofensivo sugerir; mas é preciso se certificar buscando informações se as tradições e costumes adotados por suas famílias andam de acordo com o evangelho apresentado por Cristo e seus apóstolos no qual está contido e registrado para nós sem erros na Bíblia, pois toda a instrução para uma religião saudável e aceitável por Deus está nela, e ao longo dos anos os homens acabaram criando religiões à parte da verdadeira e paralela a ela e dando ensinos errados por conta de seus costumes, tradições e dogmas.

“Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram” Marcos 7:13)

Existem muitos exemplos na Bíblia de pessoas que corajosamente abandonaram a falsa religião que seus pais tradicionalmente seguiam, para obedecerem a Deus. É comum a resistência a mudanças, os filhos acreditam que estarão ofendendo seus pais, mas ao se converterem verdadeiramente a Deus existe uma possibilidade enorme de influenciar na conversão de seus pais também.

Não se pode ficar acomodado, é preciso questionar, ir em busca do conhecimento, para não continuar carregando e mantendo os erros dos pais, decidir com coragem obedecer a Deus e segui-lo da forma como Ele quer que o sigamos.

E você? Sabe porque tem a religião que tem?

“Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo”. Lucas 14:26