Prontos Para o Julgamento

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Alguém publicou uma piada engraçada. A mãe pergunta para o filho como foi a prova e ele responde que tinha ido muito bem e ele sabia todas as perguntas, só não sabia as respostas.

Não sei se já aconteceu com você quando criança ou jovem de ter que enfrentar o dia da prova despreparado. A gente se arrepende de ter deixado o estudo de lado. A gente gostaria de voltar no tempo e se preparar, mas tem que começar a se acostumar com as consequências.

O contrário é bem melhor, isto é, quando a gente está pronto e preparado, a gente não vê a hora de eliminar aquela etapa e só esperar as férias chegarem para ficar tranquilo.

Já enfrentei as duas situações e acho que é de uma dessas duas maneiras que a gente vai se sentir logo depois da morte. A gente vai ficar pensando em tanto tempo que perdeu assistindo televisão, procurando satisfazer os próprios prazeres egoístas, aos cultos que perdeu. Se a gente se preparou, sentou lá na frente do Mestre Jesus, mesmo enfrentando as críticas e bullying por tentar ser bons alunos, a gente vai se sente tranquilo para enfrentar a prova, isso é, o julgamento. Quando a gente está preparado, nunca sentimos que o professor nos persegue e a gente até gosta da matéria por mais difícil que seja, por exemplo, abstinência do pecado, dos vícios e dos prazeres supérfluos da vida.

Devemos parar de viver como se Jesus nunca fosse voltar. Esse aviso é antigo. Já no primeiro século, lembrando que foi no primeiro século que Jesus e os apóstolos viveram, muitas pessoas, inclusive alguns discípulos, também perderam a esperança na volta de Jesus. O apóstolo Pedro ainda vivo conheceu alguns deles e foi para eles que escreveu:

“O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ELE É PACIENTE COM VOCÊS, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.” (2 Pedro 3:9 – preste atenção na ênfase)

Até podemos ouvir como se perguntassem em tom de deboche: “Onde está este tal de Jesus que prometeu que ia voltar”. A apóstolo Pedro os lembrou de algumas coisas que eles estavam esquecendo:

“Antes de tudo saibam que, nos últimos dias, surgirão escarnecedores zombando e seguindo suas próprias paixões. Eles dirão: “O que houve com a promessa da sua vinda? Desde que os antepassados morreram, tudo continua como desde o princípio da criação”. Mas eles deliberadamente se esquecem de que há muito tempo, pela palavra de Deus, existiam céus e terra, esta formada da água e pela água. E pela água o mundo daquele tempo foi submerso e destruído. Pela mesma palavra os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios.” (2 Pedro 3:3-7)

Sim, as pessoas esquecem de propósito os zombadores realmente não querem se lembrar de que, no passado, Deus fez coisas nas quais podemos depositar nossa fé. O dilúvio é lembrado nas palavras de Pedro e todo o mundo pode saber que isso aconteceu. Há coisas que só a descrição da Bíblia explica e essa é uma delas. Desde criança eu lembro de ir brincar na casa dos meus pais no interior do Paraná e encontrar conchas do mar e peixes dentro de pedras em um lugar onde, até onde nosso limitado conhecimento chega, nunca foi mar. Estas são duas evidências do dilúvio entre tantas outras.

Mais uma coisa que nós esquecemos: a eternidade. Aquele que é eterno não tem um calendário ou um relógio e só Ele pode mudar o tempo e tudo o mais. Ele não conta o tempo, pois é eterno, então não devemos esquecer de mais uma coisa que o apóstolo Pedro ensina:

“Há, contudo, uma coisa, meus queridos amigos, que vocês não devem esquecer: Para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos como um dia.” (2 Pedro 3:8)

Então, se você está lendo este artigo agora, está recebendo um recado de Deus: aproveite da sua generosidade, pois Ele está sendo paciente conosco e por isso Jesus não voltou ainda para nos chamar um dia para o julgamento. Se há uma segunda chance, é este aviso dado há muito tempo pelo apóstolo Pedro. Enquanto estamos vivos, Deus tem nos provado, um dia será o exame final de todas as ‘notas’ que tiramos nas provações e tentações.