Precisa-se de voluntários na obra do Pai

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“Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”. (grifo do autor) Mateus 9:36-38

De fato, como disse o Mestre, “a seara é grande”, temos o mundo inteiro para servir com a boa nova, mas as pessoas dispostas de verdade a servir são poucas e devemos estar cada vez mais pedindo que o Senhor mande mais trabalhadores, tanto levantando e animando aqueles que estão desanimados, como que entre os novos convertidos, apareçam servos talentosos e cheios de ânimo. Não são todos os que estão prontos a trabalhar. Um(a) trabalhador(a) precisa ter alguns requisitos:

1. Um profundo comprometimento com o Senhor, ou seja, sua conversão precisa ser genuína. Nem todos os que são batizados estão de fato comprometidos com Jesus. Um discípulo-servidor precisa ter como meta apenas servir ao seu Senhor, independe do reconhecimento humano ou mesmo de objetivos próprios (2 Timóteo 2:1-5). As pessoas aceitarão ser servidas por alguém que tem como meta servir ao Senhor da igreja e não dominá-las ou através delas obter benefícios pessoais.
2. O trabalhador lidera através de seu exemplo de vida, não por imposição ou domínio (Lucas 22:24-30). Todos são tentados pelo desejo de ter poder e isto é normal. O discípulo de Jesus é vacinado contra este mal. Tudo o que é feito na igreja é para servir ao próximo e ao Senhor da igreja. Assim, o obreiro fiel é respeitado e suas palavras têm peso porque são baseadas na Palavra de Deus e autenticadas por seu próprio exemplo.
3. Uma pessoa com uma visão espiritual sobre o seu trabalho (2 Coríntios 10:1-5 e Efésios 6:10-12). Ele sabe que trabalha para Deus e contra diabo. Assim, ele utiliza de métodos espirituais, não fica desanimado facilmente, não se impressiona com o sucesso, nem com fracassos eventuais. Afinal, da mesma maneira que Deus está agindo a favor de seu trabalho, Satanás e seus anjos tramam contra e certos reveses são normais. O trabalhador cristão quando contrariado ou mesmo quando tem certos fracassos não encara a situação de maneira humana ou leva para o lado pessoal. Ele sabe que o “deus deste século” cegou os incrédulos, que estão nas garras do diabo, para que não enxerguem a verdade de Deus (2 Coríntios 4:3-4).
4. O trabalhador de Deus confia que seu Senhor o sustenta e assim não precisa barganhar com o mundo e seus valores, pois, como discípulo de Jesus, sua comida consiste em fazer a vontade de Deus (João 4:34). Assim, ele sabe que Deus o sustentará, uma vez que coloca o seu reino em primeiro lugar (Mateus 6:33) e tudo o que tem é fruto das bênçãos do Pai celestial, não de seu esforço ou das dezenas de horas extras mensais de trabalho. O servo fiel está convicto das promessas de Deus, de que será o primeiro a usufruir do fruto do trabalho cristão (2 Timóteo 2:6 e 1 Timóteo 5:17-18).
5. Finalmente, o(a) trabalhador(a) de Deus dele depende e a Ele presta contas periodicamente, ou seja, é uma pessoa de oração. Ele trabalha, ele visita, ele ensina, ele está presente na vida dos discípulos, mas jamais deixa em segundo plano sua vida de comunhão íntima com seu Pai celestial. Ele sabe que a eficácia do seu trabalho não depende de seus talentos, de suas palavras ou do se esforço, mas do agir sobrenatural de Deus.
Precisa-se. Você é voluntário?