Qual a Diferença Entre Aula e Sermão?

Um pregador estendeu-se por uma hora durante a pregação. No final ele quis saber de alguns membros o que acharam da mensagem. Todos foram muito polidos e alguns foram curtos na resposta. Finalmente o pregador decidiu perguntar para um irmão idoso conhecido por sua sinceridade. Ele dizia o que pensava sem nada a perder. Alguns o achavam ácido, outros admiravam a conquista de poder dizer o que se pensa sem se preocupar em agradar aos homens. O pregador perguntou:
– Então, irmão, o que achou da mensagem?
– Achei que a mensagem foi como uma espada.
O pregador logo pensou numa passagem de Hebreus que diz: “Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4:12).
Então o pregador perguntou:
– A mensagem foi afiada como a palavra de Deus?
– Não! Respondeu o irmão – Foi longa, chata e fria…

Por que a pregação seria chata, se a fonte dela é a Palavra de Deus? Talvez por ser longa demais a mensagem possa se tornar chata e fria. Os pregadores precisam ser mais objetivos. Talvez faltem dois pilares de qualquer mensagem bíblica: oração e leitura. Outros motivos podem ser que as pessoas estão esperando da pregação uma atração tanto quanto encontram com facilidade em vídeos e postagens das redes sociais. Hoje os pregadores estão competindo diretamente com a comunicação digital. A igreja e, principalmente, esta geração não aceitam mais pregadores medíocres. Os pregadores precisam saber qual é a diferença entre dar uma aula e fazer um sermão.

Existem alguns estilos de mensagens e alguns desses estilos devem ser usados para aulas bíblicas e dominicais e um estilo é o melhor para sermões. Não existem estilos errados, existe o melhor. Vamos analisar um pouco sobre estes estilos e quais deles se enquadram para aulas e para mensagens de púlpito.

Mensagens em Tópico

Nas mensagens em tópico, o pregador ao preparar a mensagem a prepara tendo como base um título, ou seja, um tópico. Isto é bom para se tratar de assuntos que a igreja quer e precisa ouvir. É um estilo ideal para se usar em aulas. Encontra-se PROBLEMA PARA CONTEXTUALIZAR a mensagem textual desde que se usa várias passagens.

O título uma vez escolhido, tem-se a liberdade de se procurar as passagens que falam sobre o assunto escolhido. Por outro lado, para uma mensagem de púlpito, não é prudente fazer um tour pela Bíblia. Num culto você serve a Palavra de Deus para várias pessoas diferentes em idade, fase da vida, sexo, necessidades, etc. Dê preferência para tratar de assuntos usando este estilo em aulas durante a semana ou Escola Dominical.

Mensagem Textual

Na mensagem textual escolhe-se um texto. Pode ser um texto curto ou longo. O problema encontra-se muitas vezes na escolha do texto.  Algumas possibilidades de escolhas de textos e os perigos são:
Textos longo Cansam os ouvintes. ( Salmo 119 )
Textos obscuro Causam polêmicas no auditório. ( I Cor. 11:10 – o Véu)
Textos difíceis Os ouvintes não entendem. ( Ef. 1:3 – A Predestinação )
Textos duvidosos “E Deus não ouve pecadores” ( João 9:31 )

Mensagem Expositiva

Na mensagem expositiva o objetivo é explorar o que diz a Palavra de Deus. Tudo gira em torno da Palavra de Deus. É uma mensagem fácil de contextualizar. Tira-se do texto o título, a introdução, as argumentações e a conclusão. Leia o artigo “Como Preparar Mensagens Expositivas“.

Uma mensagem expositiva tem três pontos apreciados no seu conteúdo. Paulo instruiu a Timóteo que na pregação ele deveria dar ênfase a estes três pontos:

“Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.” (2 Timóteo 4:2)

Uma mensagem expositiva repreende, corrige e exorta todas as pessoas na igreja. Leia um artigo publicado sobre o assunto. É uma mensagem agradável de se ouvir. Os jovens gostam de ouvir mensagem que os corrija, que os repreenda, mas que também os anime (exorte). Muitas mensagens são tão negativas que as pessoas saem desanimadas do culto. Se tornam mensagens longas, chatas e frias.

A sugestão dos estudiosos é que o estilo expositivo seja o preferencial para se preparar e se apresentar mensagens no púlpito. Os demais estilos (tópico e textual) devem ser usados para aulas.