O Plano Mestre de Crescimento da Igreja

Qual é o plano mestre de crescimento da igreja? Esta é fácil: é a Bíblia. Isto é, está na Bíblia. Está descrito na missão da igreja que é fazer discípulos através do batismo e ensiná-los tudo o que Jesus ordenou. Mas se todas as igrejas de Cristo acreditam no que a Bíblia ensina, por que nem todas crescem? Esta também é fácil: porque não colocam em prática o que define a missão. Congregações que estão aplicando o princípio de fazer discípulos estão crescendo de dentro para fora e de fora para dentro.

“Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”( Mateus 28:18-20)

A igreja que leva a missão à sério faz discípulos com seriedade. Os ministros do evangelho têm que ser profissionais em fazer discípulos, isto é, é uma tarefa espiritual, sim, mas tem que ser uma tarefa levada muito à sério. Devem levar tão à sério quanto o gerente do banco, o pedreiro que está construindo uma casa, o vendedor de uma loja. Em todas as profissões todos os profissionais devem saber que Deus dá os resultados, sim, mas eles têm que sair de casa todos os dias e cumprir a rotina. Deve-se sempre confiar em Deus, mas isto não nos exime de fazer a nossa parte. Já dizia o ditado: “Confie em Deus, mas amarre o seu burrinho”. Se eles ficarem esperando resultados da parte de Deus orando em casa, logo vão começar a ter dúvidas dos resultados que Deus é capaz de dar, porque Deus não abençoa nada que não seja fruto do trabalho e trabalho significa fé em ação. Isso quer dizer: todo trabalho dá algum resultado, você nunca saberá até colocar em prática a teoria. Se não deu resultado ainda, é porque precisa continuar insistindo e trabalhando sério.

Sim, estou comparando o ‘evangelismo’ aos trabalhos seculares, afinal, qual a diferença? É um trabalho também, na verdade, o mais nobre de todos os trabalhos. O contrário também deve ser comparado. Todos os trabalhos, no final das contas, são trabalhos espirituais. Tudo o que fazemos nos torna ministros de Deus onde quer que estejamos. Isso se aplica sempre às vidas de todos os discípulos:

“Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai.” (Colossenses 3:17)

Assim como no trabalho secular os trabalhadores têm metas a cumprir para verem os resultados, por que não o evangelista? O pedreiro faz o seu trabalho e, no final de um período de tempo, se não faltar recursos, tem uma edificação (casa, prédio). O vendedor faz o seu trabalho e, depois de um período de tempo, se não faltar propaganda, terá o resultado das suas vendas. Mas se ele aparece só de vez em quando, então ele vai perder o seu ponto de venda como referência. Da mesma forma o evangelista deve ter um objetivo, uma meta, deve seguir um plano mestre para o crescimento da igreja. A igreja deve ter, desde a sua concepção, um plano mestre decrescimento. Jesus deu este plano mestre e o plano é ambicioso: “façam discípulos de todas as nações”. Jesus garante os resultados, pois Ele, pessoalmente, estará conosco até atingirmos a meta e, é preciso lembrar, Ele é poderoso para fazer a igreja crescer. Então precisamos continuar pregando como se todos os homens fossem aceitar o evangelho, porque, no final das contas, a gente não sabe se vão aceitar mesmo ou se ainda não aceitaram porque nós não pregamos com meta a cumprir como deveríamos.

O plano mestre de crescimento da igreja é que todas as nações ouçam o evangelho, que alguns se batizem e os que se batizarem continuem firmes na doutrina de Jesus.

Quando falamos em crescimento da igreja, não devemos pensar em crescimento vertical, mas crescimento horizontal. Crescimento vertical pode significa nos levar à Deus e isto é bom, mas geralmente não é isso o que acontece. As igrejas que têm crescimento vertical geralmente estão crescendo em torno de si mesmas e pensando em ampliar o prédio. Crescimento horizontal significa alcance. A igreja cresce plantando outras congregações e isto deve acontecer no bairro também. Um bairro grande precisa de muitas igrejas de Cristo. Melhor ter 5 igrejas médias com 100 ou 200 membros do que uma só congregação com 1 ou 2 mil pessoas.

Tem como a igreja não crescer? Ah, tem! Se não pregarmos como se tivéssemos que converter o mundo todo. Se abrirmos as portas só de vez em quando. Se usarmos o prédio, que custou milhares de reais, só uma vez por semana. Aí, entra a lógica humana para todas as coisas: quem não é visto, não é lembrado. Fiz parte de uma congregação em que a vizinhança esperava o dia em que um posto de saúde fosse abrir no local. Eles não sabiam e talvez muitos ainda não sabem que ali se reúne a igreja de Cristo.

Escrevendo o Plano Mestre

Agora olhe para a sua congregação e comece a orar. A oração serve para criar fé em você primeiro. Sem fé, não haverá trabalho e trabalho sem fé é inútil também. Olhe para a vizinhança da sua congregação e responda: qual foi a última vez que alguém pregou o evangelho para eles? Eles sabem que local onde se reúne a congregação é a igreja de Cristo? Se a gente pregar com seriedade, quantas pessoas podem obedecer o evangelho e se tornarem discípulos de Jesus? Nós vamos saber disso se começarmos a pregar.

Para definir um plano mestre de crescimento congregacional, você tem que olhar no mapa, contar quantas casas tem na região (bairro) onde a congregação está inserida, pensar que em cada casa tem, no mínimo, duas pessoas, escrever um plano como alcançar estas pessoas e colocar o plano em prática exaustiva e sistematicamente. É de fazer todo o trabalho que tem que ser feito nesta área que vai surgir tanto os resultados nunca colhidos antes quanto outros trabalhos a serem feitos lá no futuro.

Fazer um trabalho sistemático significa no mesmo lugar o tempo todo e por anos. Falar do evangelho com todas e as mesmas pessoas ano após ano. Isso significa que se a igreja decidiu distribuir folhetos, tem que distribuir no mesmo lugar todas as vezes. Se vai fazer uma campanha evangelística, tem que fazer no mesmo lugar para as mesmas pessoas até que todos conheçam tanto a congregação quanto o evangelho de salvação que ela prega.

Se a igreja não é capaz de conquistar a simpatia ou mesmo a rejeição declarada ao evangelho no bairro onde foi plantada, nunca terá condições de ter o potencial de conquistar o mundo. Afinal, o mundo está onde nós estamos.

Busca Por Resultados

Você quer resultados? Então precisa de direção! Para quem você vai apresentar os resultados? Para Deus? Sim, sem dúvidas! Mas que tal ir encontrar com Ele com certeza absoluta de que ouvirá: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!” (Mateus 25:21). Sem dúvida você irá com consciência tranquila se vir, já nesta vida, os resultados do seu trabalho. Sabe o que, então, você precisa? Supervisão e cobrança. Sim, e voluntariamente!

Procure um mentor se você está trabalhando sozinho. Uma pessoa com a qual você desenvolve um relacionamento, confiança e segurança de ser cobrado. Peça para que a pessoa te cobre contando o plano mestre que você escreveu. Como evangelista que fui, confesso que o tempo mais produtivo foi quando eu tinha uma supervisão, tinha a quem me reportar. Autonomia total em nenhuma área da vida é saudável, não posso lembrar nenhuma área em que liberdade total para fazer ou não fazer, seja saudável. Não é bom que ninguém fique só em nada tão importante quanto a missão de pregar para o mundo todo, é muito trabalho para fazer sozinho e acaba não conseguindo fazer muito. Achar que você deve satisfação só a Deus nem bíblico é, não é concreto, não é real e não dá resultados. Você realmente vai ter que se reportar a Deus, mas calma lá, esse dia vai chegar… Assim como só provamos que amamos a Deus amando ao próximo, nos reportamos a Deus quando damos satisfação a quem nos submetemos para o bem da igreja. Submissão não é palavrão, muito pelo contrário, é bênção e traz resultados.

Conclusão

Qual o plano de crescimento da congregação para o próximo ano? Quantas pessoas vão ser batizadas? O que a congregação vai fazer para edificar aos irmãos nos próximos anos? Como e quando vai ensinar os jovens, homens, mulheres, casais? Como vai atingir o bairro? É viável ter uma Escola da Bíblia ou mesmo um seminário de teologia? E o presbitério, quando isso vai acontecer?

Se a igreja não tem planos, o que vai acontecer é o que normalmente acontece: problemas, estagnação e decréscimo.