A Verdadeira Copa do Mundo

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“E disse-lhes: Vão por todo o mundo e preguem o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” – Marcos 16:15-16

Acho interessante o ser humano: na busca da felicidade, realização e satisfação, busca subterfúgios e algo que lhe dê satisfação.

Nessa busca, a felicidade é encontrada inicialmente na busca desenfreada por dinheiro, poder e sexo, talvez os maiores poderes no mundo moderno sem Deus.

É o mesmo princípio daquele que busca satisfação nas drogas lícitas como álcool e cigarro ou mesmo nas drogas ilícitas.

Graças a Deus, hoje, dinheiro, sexo e poder são poderes quase que inteiramente dominados na minha vida. Ninguém está totalmente imune a cair e torná-los, ou mesmo um deles, seu senhor. Daí a necessidade de vigilância.

Com a educação que tive nunca consumi entorpecentes ilícitos e cigarro para mim se resumiu numa tragada quando queria impressionar uma garota fumante.

O mesmo, infelizmente, não digo com relação ao futebol. Lembro de atitudes vergonhosas que já cometi, me comportando como uma criança em razão do meu time predileto de futebol.

Há alguns anos a mesma paixão me dominava em época de Copa do Mundo. Era uma paixão, um acompanhar na TV, um consumir produtos. Lembro que chorei na conquista do Brasil em 1994, bem como na derrota de 1998.

Felizmente, há 20 anos a Copa do Mundo diz muito pouco para mim. Até converso a respeito, mas, para mim, neste Mundial de 2018 pouco importa o Brasil ser campeão ou não. Ver o Brasil conquistar o mundo no futebol é irrelevante. Claro que não chego ao exagero do torcer contra a seleção do meu país. Mas, sendo ou não campeão, nada mudará e, se mudar, quase sempre é para pior.

Porém, já há alguns anos, conquistar o mundo para Jesus tem sido cada vez mais importante para mim. Quando penso nas palavras de Jesus citadas no começo deste artigo: “Quem, porém, não crer, será condenado”, penso em quantas pessoas conheço que, biblicamente falando, se morressem hoje ou se Jesus voltasse, estariam perdidas ou, no mínimo, não se teria certeza do seu destino.

Ainda não cheguei a este ponto, mas desejo que dentro de mim exista a mesma urgência que vejo nas palavras de Paulo: “tudo faço por causa do evangelho” (1 Coríntios 9:23a).

Quando penso que a porta é estreita (Mateus 7:13-15), que a maioria será perdida, que Deus é paciente e Jesus não voltou por causa de sua paciência (2 Pedro 3:9), no que depender de mim não hesito em gastar dinheiro, gasolina, sola de sapatos e até arriscar amizades nesta Copa do Mundo que valerá pela eternidade e nós, como igreja, temos a missão de Jesus, isto é, um mundo a conquistar.

Este mundo começa no lar, no trabalho, na vizinhança, em nossa cidade, de onde sairão pessoas que, como dito no livro da revelação de Jesus, farão parte da “grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos.” – Ap. 7:9

Vamos gastar energia naquilo que valerá pela eternidade e amar o próximo de tal maneira que estejamos dispostos a nos sacrificar para lhes contar a boa notícia sobre Jesus terá reflexos não apenas por quatro anos, mas por toda a eternidade.