A Força da Natureza

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Eu sou paraibana e sertaneja. Já testemunhei terra seca, a tristeza de ver gado morto por falta de água, desesperança com a plantação seca e infrutífera; mesmo não sendo de família agricultora, cada sertanejo se torna empático com a dor que a seca causa no povo. Não me interessa discutir sobre políticas públicas ou estratégias de enfrentamento da seca, desejo agora considerar a Força Da Natureza.

Vivendo na Amazônia brasileira, tenho o privilégio de presenciar diariamente um outro extremo: um céu cinza escuro, fortes ventos e trovoadas e relâmpagos assustadores acompanham a grande queda d’água diária. De verdade, chove praticamente todos os dias. No início era muito assustador para nós, tudo é muito intenso! Agora, a força da chuva demanda assombro e fascínio ao mesmo tempo!

A chuva faz parar a cidade. Até estou acostumando com a ideia dos compromissos se estabelecerem antes ou depois da chuva. Os transtornos realmente existem com o alagamento diário e o trânsito que já é difícil se torna impossível.

Só me resta ver a chuva. Ao olhar pela minha varanda o temporal se formando posso contemplar a expressão do poder do Criador. Se a manifestação da natureza criada é assim tão espantosa, o que dirá da natureza do próprio Deus?

Mesmo tão inteligente e astuto, apesar de contar com o avanço da tecnologia, o homem não tem o poder de fazer chover – o homem não consegue produzir aquele céu cinza de chuva, nem os raios e trovões; ele também não consegue fazer parar a chuva, não adianta se inquietar, reclamar, só nos resta esperar a força da natureza se aquietar no seu próprio querer.

Isso me faz pensar nos discípulos dentro daquele barco sendo balançado pelas ondas, desesperados para tirar a água que entrava no barco, o pavor diante das grandes ondas, os gritos, o esforço e o cansaço físico que sobreveio na tentativa de resolver aquela situação (Marcos 4: 35-41).

O pavor de não termos o controle da situação assombraria qualquer um de nós… e acontece de vez em quando, não é? Nos momentos em que não temos o controle, a vontade de lutar, controlar, resolver, sanar, acaba nos fatigando e nos fazendo reclamar: “Senhor, o Senhor não se importa?!”

A vida nos proporciona tempestades, isso é certo… e na tempestade temos escolhas. Podemos lutar sozinhos contra ela… e perdermos, pois não temos controle sobre a força da natureza.

Podemos confiar que Jesus está no barco, que mesmo se estivermos cansados e fatigados, ansiosos e temerosos, titubeantes e questionadores, Jesus está no barco conosco.

Não adianta questionar a natureza: “Por que agora? Por que comigo?”

Quando somos levados ao limite de nossas forças, o Senhor nos faz lembrar de algo grandioso: Ele se importa! Quando somos fracos, então somos fortes. Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês. (1 Pedro 5:7)

Há momentos em que posso ouvir Jesus me perguntando: “Por que você está com tanto medo? Ainda não têm fé?”

Vale lembrar que o poder à nossa disposição consiste Nele, o mesmo Jesus que faz aquietar o mar e o vento.

Pois Deus que disse: “Das trevas resplandeça a luz”, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós. (2 Coríntios 4:6-7)

Está fatigado pelas tempestades? Se sente desgastado andando contra o vento? Está esperando a chuva forte passar porque já percebeu que não tem forças contra ela?

Não se aflija!! Não tenha medo!!!

Jesus está ao teu lado. Confia, tenha fé e abra bem os olhos para se maravilhar com a Força da Natureza Divina!

Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno. (2 Coríntios 4:16-18)